Filha de Santa Gianna Beretta Molla conta qual o “segredo” da santidade de sua mãe

Gianna Emmanuela MollaO que foi que levou Santa Gianna Beretta Molla a escolher a vida de sua filha à custa de sua própria quando confrontada com a decisão?

O que foi que a permitiu louvar e agradecer a Deus mesmo morrendo depois de dar à luz ao seu saudável bebê, deixando quatro crianças pequenas e um marido amoroso?

O segredo da santidade de Santa Gianna foi revelado ao LifeSiteNews em uma entrevista com a própria pessoa para quem a santa deu sua vida: a sua filha Gianna Emanuela Molla.

Gianna Emanuela, 54 anos, disse que se a vida de seus pais a ensinou algo é que o “caminho da cruz” é “seguramente o caminho certo” que os cristãos devem seguir “para poder um dia desfrutar da alegria de estar no paraíso diante de Deus, para sempre”.

Ela não está falando de uma vivência triste e dolorosa da fé cristã, mas de um tipo de vida que leva para a mais profunda e completa – e muitas vezes inesperada – alegria. Como realizar essas duas coisas aparentemente irreconciliáveis ​​– abraçar a cruz e encontrar a alegria – é o “segredo”.

Gianna e Pietro in viaggio di nozze ai Castelli Romani, settembre 1955Gianna Emanuela explicou que para os cristãos, a cruz não tem a palavra final, mas vem a ser a fonte para a maior das transformações.

“O caminho da cruz, humanamente [falando], é o caminho mais incômodo e difícil de seguir. Mas é o único caminho que nos permite [encontrar] um sentido total e completo para as nossas vidas”, disse.

“O caminho da cruz está unido à ressurreição, como o nosso Jesus nos ensina. E, como nossa mãe celestial nos ensina, esse caminho de cruz requer o nosso ‘sim’, o nosso contínuo ‘sim’ à vontade de Deus, sempre, mesmo quando nós não entendemos a vontade de Deus. Nós temos que dizer o nosso ‘sim’ a Deus”, completou.

Gianna Emanuela vê no exemplo de vida de seus pais a alegria que vem de abraçar as cruzes que eles encontraram diariamente ao longo da vida.

“A vida de mamãe e de papai me ensina que o caminho da cruz é também o caminho da alegria. Que tipo de alegria? A mais perfeita alegria, a mais grande alegria, o prelúdio para a maior alegria – poder um dia ter a alegria do paraíso, de estar diante de Deus, para sempre.”

“É possível caminhar o caminho da cruz e viver na alegria se tivermos Jesus em nosso coração, se vemos tudo o que nos acontece à luz da fé. E assim, se vivemos deste modo, nos sentimos [inspirados] para agradecer a Deus continuamente, assim como fez meu pai, por tudo, por cada uma das nossas respirações. Nós temos que agradecer a Deus.”, adicionou.

Gianna Emanuela será eternamente agradecida a sua “Santa Mãe” pela decisão de abraçar a cruz depois de descobrir, quando estava grávida, uma doença que a colocava em risco de vida.

Sua mãe, uma médica pediatra, estava grávida de Gianna Emanuela em 1961 quando descobriu que tinha um gravíssimo tumor de útero. Os médicos lhe deram três opções: um aborto, uma histerectomia total (que também mataria seu bebê) ou remoção cirúrgica apenas do tumor (menos chance de sucesso). Pensando na vida de sua preciosa filha, a mãe optou pela remoção do tumor.

Mas as complicações persistiram. Enfrentando um parto difícil, ela disse aos médicos: “Se vocês tiverem que escolher entre a criança ou eu, não hesitem: escolham a criança – eu insisto. Salvem ela”. Ela morreu sete dias depois, em 28 de abril de 1962, dando a vida por sua filha, exclamando repetidamente: “Jesus, eu te amo. Jesus, eu te amo.” Ela tinha 39 anos.

Santa Gianna Beretta Molla e filhosGianna Emanuela disse que o “sim” de sua mãe a Deus em meio às complicações e a agonizante dor em torno da gravidez e do parto permitiram que Deus levantasse algo belo daquilo que a maioria das pessoas consideraria uma situação de desespero.

“Minha Santa Mãe ao dizer o seu ‘sim’ a Deus permitiu que Deus realizasse (trouxesse ao cumprimento) a minha própria vida de maneira completa.”

Ela disse que a chave para abraçar a cruz de forma que isso se transforme em fonte de alegria é “continuamente” agradecer a Deus por tudo, de bom e de ruim, que acontece em nosso caminho.

“Mamãe e papai sofreram muito em suas vidas… E mesmo sofrendo muito, eles tinham uma grande alegria no coração. Eles continuamente agradeciam a Deus, isso era o segredo deles. Se pensarmos que Jesus foi à cruz, não é possível pensar num caminho diferente para nós [como cristãos]. Este caminho da cruz, é também o caminho da alegria.”

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