A prova está em vídeo: Ciro Gomes é pró-aborto

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Ciro Gomes, candidato do PDT à Presidência da República, em um evento recente deu a seguinte declaração:

“Nós tivemos um apoio criticamente importante da Igreja Católica pro êxito da greve geral. Os bispos estão aí. Então eles estão do nosso lado nesta agenda. Agora, se eu fizer da militância pelo aborto e pela defesa da união homo-afetiva, que são convicções minhas, centralidade do meu discurso a gente perde eles. E aí, como presidente não é guru de costumes, a gente tem que ter a compreensão, pelo menos do meu ponto de vista – evidentemente vocês não têm que fazer isto. Nós temos que forçar a mão, cada qual no seu quadrado, para que as coisas no Brasil… Respeito à tolerância, à diversidade, toda forma de amor, etc., etc.. Mas, se a gente está numa luta, a gente não pode achar que só o idealismo da nossa bandeira é bastante (…)”

Em nossa página no Facebook compartilhamos o vídeo (que pode ser visto abaixo) e apontamos algo que está claríssimo na fala do candidato: ele defende o aborto. Mas, como era de esperar, alguns de seus apoiadores comentaram na postagem da página tentando, de forma bem truculenta, negar o que foi dito pelo próprio Ciro Gomes.

Há várias abordagens dos apoiadores de Ciro à questão. Alguns deles negam que o candidato tenha dito que apóia o aborto. Só quem possui um pensamento infantil ou que não tenha receio de mostrar-se ridículo defende tal absurdo. Ciro Gomes diz com todas as letras, que o aborto e também o casamento gay são suas convicções. Se isto não é ser favorável ao aborto, o que é então? Poderia Ciro Gomes ter convicção formada sobre o assunto e não ser ele mesmo um defensor do aborto?

Outro tipo de eleitor de Ciro tenta dourar a pílula do discurso do candidato dizendo que ele mesmo disse que não é “guru de costumes”. Isto é igualmente ridículo, pois Ciro apenas está dizendo uma obviedade, um presidente não é mesmo modelo sobre costumes, o que a história recente prova com impressionante fartura. Mas se o próprio Ciro não se diz “guru de costumes” isto em nada muda o fato que ele mesmo havia acabado de dizer que a defesa do aborto e do casamento gay são suas convicções. Querer dar um salvo-conduto a Ciro em sua confissão pró-aborto apenas porque ele disse algo óbvio é coisa que apenas na cabeça de apoiadores cegos faz sentido.

Já um outro tipo de apoiador de Ciro tenta tirar o peso da questão. Temos aí um real problema e esta confusão fica por conta da manipulação que nosso eleitorado sofre desde sempre. O aborto não é uma questão entre outras; o aborto é A QUESTÃO. Se uma pessoa relativiza o assassinato de um ser humano frágil e indefeso ao ponto de dizer que esta questão tem a equivalência a, por exemplo, discutir privatizações, isto é um bom sinal de que tal indivíduo é capaz de coisas ainda piores. O aborto é uma questão fundamental e que diz muito sobre o caminho que uma sociedade está tomando. É pela forma que uma sociedade trata os mais frágeis que vemos o quanto ela está saudável.

Isto de tentar tirar o peso da questão do aborto sempre foi uma tática utilizada pelo PT e pela esquerda em geral em épocas de eleições. Tentar diluir a defesa da mais frágil e inocente vida humana no meio de outras questões é coisa típica de canalhas e de gente que quer mesmo é que seu abortismo passe despercebido à opinião pública em geral. É manipulação, pura e simples; e ver eleitores de Ciro Gomes tentando utilizar esta tática mostra bem que a manipulação está no próprio DNA da esquerda.

Já alguns eleitores de Ciro reclamaram da “falta de contexto” do trecho da fala do candidato. Aos que comentaram tal coisa, eu lhes pedi para que explicassem o contexto. Nenhum deles explicou, e quase que de forma invariável meu questionamento era o que bastava para que os ataques gratuitos começassem, o que não é surpresa alguma, pois a verdade é que apontar uma suposta falta de contexto é apenas enganação típica de quem quer criar uma cortina de fumaça sobre a questão.

Falemos então sobre o contexto. Ciro Gomes inicia este trecho de sua fala dizendo que a Igreja Católica foi um apoio fundamental para uma greve geral, dizendo que os católicos e até mesmo o clero (“os bispos estão aí”) estão ao seu lado nesta agenda, mas que o mesmo não acontece quando sua agenda dá centralidade ao aborto e ao casamento gay, que ele diz claramente que são SUAS CONVICÇÕES – “a gente perde eles [os católicos]”. Ou seja, Ciro Gomes está mostrando que sabe ajustar seu discurso para conseguir o que deseja e não melindrar os católicos com suas reais convicções (aborto e casamento gay). Isto é exatamente a mesma tática que o PT usava, tendo Lula como mestre neste tipo de dissimulação. Não à toa Ciro Gomes foi ministro do governo petista. Outro mestre deste expediente foi o falecido Leonel Brizola, o falecido guru do PDT, cuja eficácia neste método de discurso era tão grande que ele praticamente jamais respondia de forma clara a qualquer questionamento.

E Ciro Gomes segue em seu discurso dizendo que como um presidente “não é guru de costumes, a gente tem que ter compreensão…”. O que ele quer dizer com isto? Fica claro que ele está falando que é conveniente que o discurso sobre suas convicções sobre aborto e casamento gay fique em segundo plano para que não se crie problemas entre católicos (e, podemos acrescentar, conservadores). Isto fica evidente quando ele se dirige à platéia: “evidentemente vocês não têm que fazer isto. Nós temos que forçar a mão, cada qual no seu quadrado, para que as coisas no Brasil… Respeito à tolerância, à diversidade, toda forma de amor, etc., etc.”. Ou seja, ele deixa suas convicções em segundo plano para não bater de frente com católicos (e conservadores) e incita a militância para que faça o que ele não pode fazer às claras, que é forçar a agenda do abortismo e da ideologia de gênero no restante da população.

Eis aí o tal “contexto”. O contexto é a velha tática da esperteza, do ajuste do discurso, da dissimulação de seus reais objetivos. O contexto é o velho método que foi utilizado pelo PT desde que assumiu o poder. Lula e Dilma sempre que lhes era conveniente diziam-se “pessoalmente contrários ao aborto” enquanto faziam de tudo por debaixo dos panos para levar à frente a agenda abortista no Brasil. Ciro Gomes parece ter gostado da tática e vem tentando imitá-la.

Há ainda uma parcela de apoiadores que parecem mais puristas. Posando como cientistas políticos, eles querem ensinar aos demais como é o processo político, do qual imaginam que apenas eles têm a real compreensão. “Veja bem… O presidente não tem qualquer poder para aprovar o aborto no Brasil. Isto passa pelo Congresso ou então, como vem acontecendo, o STF toma à frente do assunto”. Para que se tenha uma boa imaginação deste discurso, é só produzir uma figura mental de uma pessoa com as pálpebras meio fechadas, as mãos professoralmente juntas, os gestos estudados e aquela puxadinha no canto da boca que deixa expressão no limite do sorriso compreensivo e do desprezo por quem não possui a mesma iluminação.

A tais tipos há uma única pergunta que lhes faço: é em qual país estão vivendo? Dizer que o presidente não tem um peso fundamental na questão é negar a realidade da configuração das instituições brasileiras e negar o que vem ocorrendo nos últimos anos. Por exemplo, quem é que indica os ministros do STF? O maior apoiador do aborto no STF, aquele que mais vem forçando a barra para a legalização completa do aborto no Brasil, aquele que já foi advogado de entidade abortista, é o Ministro Barroso, que foi indicado por quem? Por Dilma Rousseff, que é pró-aborto. Será que alguém é idiota ao ponto de achar que este não foi um dos pontos fundamentais que levaram à sua indicação?

Na mesma linha, durante os governos de Lula e Dilma nunca os defensores do aborto sentiram-se tão à vontade. A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, uma criação do PT, na verdade virou uma central nacional do favorecimento ao aborto. A última responsável pela pasta, Eleonora Menicucci, não apenas era abertamente favorável ao aborto, como até admitiu que ela própria já fez procedimento de aborto em outras mulheres. A sra. Menicucci era tão próxima de Dilma Rousseff que estava ao seu lado quando do último discurso da presidente por ocasião de seu impeachment.

Tudo isto sem contar a força política que um presidente tem sobre o Congresso, que não poucas vezes, como é tradição do Brasil, comporta-se como puxadinho do Poder Executivo. Não é preciso muito, uma verbinha aqui, outra ali, para movimentar certas lideranças para a aprovação de matérias polêmicas, mesmo que isto signifique atropelar o pensamento da maioria da população. É exatamente o que o PT fez em todo o tempo que esteve no poder em relação ao aborto. Então aos puristas apoiadores de Ciro Gomes só digo uma coisa: arrumem outra desculpa.

A dura realidade é esta: Ciro Gomes admitiu em vídeo que o aborto é sua convicção. Não há como fugir disto. Seus apoiadores que ficam tentando desdizer as palavras que saíram da boca do próprio candidato ou que tentam criar uma fantasia sobre um tal “contexto” onde as palavras têm um significado diferente do normal, fariam bem melhor se questionassem o candidato sobre o assunto. Isto, claro, se a questão do aborto tiver alguma importância para tais pessoas. Se não tem qualquer importância, qual é então o problema de assumir o que ficou evidente a quem assiste o vídeo?

Assim como aconteceu com Dilma Rousseff, que foi gravada em vídeo admitindo que era favorável ao aborto, Ciro Gomes também é pró-aborto e isto também está gravado em vídeo. Esta é a realidade que nem mesmo seu apoiador mais fanático pode mudar. Seus simpatizantes podem se revoltar que isto tenha aparecido diante da opinião pública, podem tentar mudar o significado das palavras, podem tentar fazer pouco caso da questão, mas o que eles não conseguem é mudar o fato de que estarão votando em uma pessoa que é pró-aborto e que irá fazer de tudo, mesmo que por debaixo dos panos como forma de enganar seu eleitorado mais conservador (“a gente perde eles”, lembram?), para avançar a agenda do aborto no Brasil.

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