Aborto: você não engana ninguém, Haddad

Há notícias pululando que Fernando Haddad, o candidato petista à Presidência, irá assinar carta-compromisso de não enviar nenhum projeto ao Congresso referente à legalização do aborto.

PT = ABORTO

Direcionada aos protestantes, a carta-compromisso de Haddad tenta reverter entre os religiosos a correta percepção de que o candidato petista é o candidato do aborto. Este novo movimento faz parte da manipulação petista que começou com a recente visita de Haddad à CNBB, sua ida à Missa no dia de Nossa Senhora Aparecida e sua comunhão sacrílega (o que indica bem o valor que ele dá à religião). O mesmo já aconteceu tanto com o ex-presidente (e, agora, presidiário) Lula quanto com a ex-presidente Dilma Rousseff quando de suas campanhas eleitorais.

Tanto Lula quanto Dilma sempre abordaram a questão do aborto de forma enganadora junto à população ao mesmo tempo em que, por debaixo dos panos, tudo faziam para liberar esta hedionda prática. 

Foi no governo Lula que foi criada uma comissão cujo objetivo explícito era rever o Código Penal e propor mudanças para descriminalizar o aborto. Foi no governo Lula em que seus ministros da Saúde viraram arautos da liberação do aborto. Foi Lula que em 2005 enviou carta ao então Presidente da CNBB, Dom Geraldo Majella, com os seguinte texto:

“Nesse sentido quero, pela minha identificação com os valores éticos do Evangelho, e pela fé que recebi de minha mãe, reafirmar minha posição em defesa da vida em todos os seus aspectos e em todo o seu alcance. Os debates que a sociedade brasileira realiza, em sua pluralidade cultural e religiosa, são acompanhados e estimulados pelo nosso governo, que, no entanto, não tomará nenhuma iniciativa que contradiga os princípios cristãos, como expressamente mencionei quando tive a honra de receber a direção da CNBB no Palácio do Planalto.”

Eis o que aconteceu alguns meses após o envio desta carta:

“No dia 27 de setembro do mesmo ano, menos de 2 meses após enviar carta a Dom Geraldo Majella afirmando seus “princípios cristãos” e sua “identificação com o Evangelho”, o presidente Lula deu aval à Ministra Nilcéia Freire para que entregasse a proposta elaborada pela Comissão Tripartite para a descriminalização do aborto.”

Esta é apenas uma das muitas enganações sobre a questão do aborto do presidiário Lula enquanto ocupava o cargo de Presidente. Tudo isto pode ser melhor visto em uma postagem anterior em nosso blog (“Quem é hipócrita, Presidente?”). 

Se Lula foi um mestre na arte da enganação sobre a questão do aborto, Dilma Rousseff não ficou atrás. Também ela, pressionada durante uma campanha à Presidência, resolveu minimizar o desgaste com a questão do

aborto criando várias artimanhas. A cara-de-pau da então candidata foi tão grande que até mesmo a revista Veja, em uma capa famosa, apontou que Dilma tinha dois discursos diferentes sobre a questão.

Dilma Rousseff e seu discurso ambíguo sobre o aborto

Em uma postagem do ano de 2014 (“Dilma é a favor do aborto? Sim! E há provas.”), deixamos totalmente esclarecido que Dilma é defensora do aborto e há provas abundantes disto. Eis um trecho daquela postagem:

“Fica claro a todos que os defensores de Dilma querem que todos façam como eles e olhem para o lado enquanto o mal vai se expandindo. Ela dizer-se “pessoalmente contra o aborto” é simples tática que foi sendo cada vez mais utilizada desde que sua candidatura, ainda antes de 2010, foi tomando forma. Esta tática foi utilizada com sucesso por seu mentor, Lula, que sempre foi um mestre em apresentar obscuramente seu real pensamento sobre o assunto.

Se tais pessoas querem defender Dilma, Lula e o PT, pois que o façam, mas que façam isto assumindo tudo o que eles representam, e não tentando proteger seus candidatos daquilo que eles sempre acreditaram, pregaram e fizeram. As provas estão aí para quem desejar procurá-las.”

Ou seja, isto de tentar enganar a população, principalmente os que professam uma religião e que têm resistência ao abortismo do PT, não é coisa nova. A enganação é método utilizado quotidianamente pelos abortistas e é exatamente isto que o PT faz. Sempre fez.

Nesta mesma postagem de 2014, podemos ver um vídeo no qual Gabriel Chalita, então tido como líder católico, tece elogios a Dilma Rousseff por sua defesa da vida. Chalita, desde então, foi caindo em desgraça no meio católico. Imagino que o mesmo aconteceria com Judas se ele não tivesse se enforcado…

 

Trago aqui tudo isto para mostrar que juntar algumas lideranças religiosas e lançar uma carta assumindo compromissos ambíguos é tática já usada por Lula e por Dilma. Será que alguém acha mesmo que com Fernando Haddad será diferente?

Há alguns dias atrás sua companheira de chapa e candidata a vice, a comunista Manoela D´Ávila, pronunciou discurso no qual fala claramente que a esquerda precisa refletir para buscar soluções para descriminalizar e legalizar o aborto no Brasil. 

 

Ou seja, Lula, enquanto candidato a presidente, usou e abusou de enganação para lidar com a questão do aborto e o mesmo aconteceu com Dilma Rousseff. Ambos assinavam documentos, davam declarações, chamavam suspeitas lideranças religiosas (Alô, Chalita!) para dar-lhes seu aval e conseguiam enganar idiotas e também aqueles não tão idiotas, mas que estão apenas esperando um migalhinha qualquer com a qual possam enganar suas consciências enquanto ajoelham diante da ideologia à qual são subservientes.

E agora vem Fernando Haddad querendo usar do mesmo artifício. Alguém irá mesmo acreditar em suas palavras ou mesmo em sua assinatura? Por acaso as palavras de Lula e Dilma ou mesmo suas assinaturas valeram de algo enquanto eles tentavam de todas as maneiras liberar o aborto no Brasil? Valeram de algo enquanto eles enchiam o STF de gente que simplesmente é conivente com o que vem sendo tentado por lá, que é a liberação do aborto totalmente à revelia da vontade da população? Valeram de algo quando colocaram um Luís Roberto Barroso e toda sua sanha abortista no STF?

Não. Suas palavras e suas assinaturas não valeram de nada. Por que então a de Fernando Haddad valeria? Haddad assinar um documento, dizer que é pessoalmente contrário ao aborto, ir à Missa e comungar sacrilegamente é coisa que só impressiona quem quer ser enganado ou quem coloca a ideologia à frente da vida humana, principalmente da vida humana ainda por nascer.

O que fica claro é que Haddad aprendeu bem com Lula e Dilma. Quando a coisa aperta e precisa angariar votos eles distribuem afagos, assumem compromissos, vão à Missa, reúnem-se com pastores, deixam o ateísmo de lado, etc. E, no entanto, apesar de tudo isto, o que resta mesmo é que o PT e a esquerda em geral buscam desde sempre liberar o aborto no Brasil e não será um papel com uma assinatura que mudará isto. 

Além disto, ele se comprometer a não enviar ao Congresso qualquer projeto de liberar o aborto não quer dizer rigorosamente nada. E se a iniciativa for de outra pessoa de seu governo? E se for de algum membro de seu partido? O que ele fará, irá impedir a iniciativa ou dará apoio? E se chegar algo em sua mesa favorável ao aborto, ele vetará? E como ficam as resoluções partidárias sobre o assunto? Ele alguma vez já se esforçou para mudá-las? Haddad, em desespero, quer apenas ser um ilusionista, mas qualquer pessoa com mais de 2 neurônios já sabem dos truques utilizados pelos candidatos petistas.

O único compromisso de Haddad, como bom petista, é arrumar votos de qualquer jeito, mesmo que tenha de enganar meio mundo. E sobre a questão do aborto, fora os idiotas, você não engana ninguém, Haddad.

Haddad é Lula. Lula é PT. E o PT é ABORTO.

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